HELENIZAÇÃO DA SÍRIA 

DE LACY, O. How greek science passed to the arabs. London: Routledge & Kegan Paul, 1949.
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FILOSOFIA SIRÍACA 

EPHREM-ISA,Y. Les Philosophes et traducteurs syriaques. ´D'Athènes a Bagdad.
Paris: L'Harmattan, 1997.
Localização: Biblioteca USP/FFLCH. 181.8Y82p.

Nota: O autor narra  a odisséia dos filósofos siríacos que, durante mais de mil anos –do séc. II ao XIV – se lançaram à pesquisa da filosofia dos gregos e, notadamente à de Aristóteles. Esses siríacos eram herdeiros dos antigos assírios, dos babilônios e dos arameus, falavam o siríaco, língua semita próxima ao aramaico, hebraico e árabe. Eles traduziram e ensinaram o pensamento filosófico grego, provocando seu sucesso na Mesopotâmia e no Oriente Próximo. Fenômeno notável, foram eles, e não propriamente os árabes que realizaram a transmissão desse patrimônio ao mundo árabe emergente. Este último deu continuidade ao processo, fazendo-o passar, depois, também ao Ocidente.   



HUNAYN IBN ISHAQ - A tradução como ciência

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TSCHANZ, D.W. Hunayn bin Ishaq, the great translator.
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OBRAS
How to discern the thruth of religion. Trad. Stephen J. Davis.
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Über die Syrischen under Arabischen Galen-Übersetzungen. Trad. G. Besgsträsser. Leipzig, 1925. - Texto bilingue: árabe-alemão.
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BAYT AL HIKMA - A CASA DA SABEDORIA

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BALTY-GUESDON, M.G. "Le Bayt al-hikma de Baghdad". in Arabic, t.29, fasc.
2,    
                  pp.  131-150.

VVAA, "How islamic learning transformed western civilization" 
              Review of the house of wisdom in MuslimHeritage, Oxford, 2009.
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A Casa da Sabedoria em árabe, Bayt al-Hikmaا  بيت الحكمة   localizada em Bagdá, atual Iraque, foi um centro de pesquisas, traduções e estudos de filosofia e ciência, contendo um museu, um observatório e um importante centro de traduções das obras da tradição antiga (grega, indiana, persa, siríaca, etc) para a língua árabe. Fundada pelo califa abássida Al-Mamun, em 830/832 d.C. cujo reinado durou de 813 a 833. Todavia, o empreendimento de Al-Mamun foi consequência do incentivo às letras e ao conhecimento iniciado no califado de Harun Al-Rashid. Sordel (in Encyclopaedia of Islam) menciona que ao menos a biblioteca parece já ter existido no período de Al-Rashid (denominada Tesouro da sabedoria   خزناة الحكمة  åizan×t al-Hikma ) quando iniciaram-se as traduções do grego, ainda que não de modo sistemático como no período da Casa da Sabedoria. A Casa da Sabedoria foi destruída em 1258 durante a invasão dos Mongóis. A destruição arrasou a cidade e há registros de que os livros foram atirados no leito do rio Tigre, manchando suas águas por seis meses. No mundo árabo-islâmico do séc. IX d.C., a Casa da Sabedoria foi o  principal centro de convergência da filosofia e da ciência sob uma concentração de esforços para a tradução sistemática para a língua árabe das principais obras do saber antigo quer de fontes persas, gregas, siríacas ou indianas. Alguns dos autores traduzidos foram Platão, Aristóteles, Pitágoras, Hipócrates, Euclides e Galeno. Depois do período de traduções, gerações de sábios passaram a constituir uma nova fonte geradora e produtora de novos conhecimentos, envolvendo um círculo heterogêneo de pensadores (muçulmanos, cristãos, judeus, árabes, persas, etc.), irradiando conhecimentos filosóficos e científicos (matemática, astronomia, medicina, química, zoologia, botânica, etc.) para boa parte do mundo árabo-islâmico em seu período clássico. Al-Kindi, Al-Farabi, Al-Khwarizmi, Al-Gazalli foram alguns dos nomes ligados às novas produções. Al-Mamun enviava emissários para procurarem e adquirir obras de “ciência antiga”, notadamente em Bizâncio (Rūm), para serem traduzidas na Casa da Sabedoria. O primeiro diretor foi Yahya ben Masuya (832-857), sucedendo-lhe seu discípulo Hunayn Ibn Ishaq, o principal nome das traduções referidas, juntamente com seu filho Ishaq ben Hunayn e seu sobrinho Hubays ben al- Hasan, os quais realizaram a tradução de boa parte das obras de Aristóteles e de Galeno.  Provavelmente a Casa da Sabedoria foi inspirada na escola da Gundishapur ( Djundaysābūr)  na Pérsia. Há uma narrativa a esse respeito que conta que o califa Al-Mansur caído doente teria sido curado pelo médico nestoriano Juryis ben Juryis, vindo de Gundishapur. O califa cobriu o médico de honras e interessou-se pelas fontes do conhecimento médico que o curara. Juryis contou-lhe a respeito dos médicos gregos e da tradição helênica, despertando o interesse do califa para que se procurasse traduzir tais obras.

 
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